Naufrágio do Galeão Espadarte

Vestígios de vários naufrágios podem ser encontrados no recife que se estende mesmo em frente à fortaleza de São Sebastião. Entre estes vestígios visíveis destaca-se os do naufrágio designado por IDM002 constituído por aglomerados de pedras de lastro na plataforma de coral, a cerca de 7 metros de profundidade. No final do declive, no fundo arenoso pode ser observada um canhão de bronze com o brasão do rei D. Manuel I de Portugal; uma evidência da importância da correlação entre o património subaquático e terrestre que devem ser considerados no seu conjunto. De acordo com os relatos da época, vários navios naufragaram neste local, incluindo a nau Espadarte em 1558.
Localizado por uma equipe de arqueólogos da Universidade Eduardo Mondlane em 1995, este naufrágio foi posteriormente saqueado por uma empresa de caça ao tesouro com o objectivo de recolher o carregamento de porcelana chinesa do período final da Dinastia Ming (reinado Jianjing 1522-66) para venda; outros elementos da carga incluíam grandes jarrões Martaban, missangas e conchas. Apesar da destruição a que este local foi sujeito pelos caçadores de tesouros, as evidências sugerem que escavações arqueológicas ainda poderão revelar vestígios importantes para o estudo dessas embarcações transoceânicas portuguesas do início das grandes descobertas.

Lisuarte de Abreu das armadas da India
